Dos outros! O que damos, para nós sempre parece estar de bom tamanho. Mas o que recebemos sempre nos parece pouco. Muito pouco! E não temos a mínima hesitação em começar a cobrar o, a mais.
Jamais nos colocamos naquela posição que discutimos, de que se dermos um dedo, já querem a mão. Isto quando não ficamos querendo também os anéis. E ainda ficamos muito frustrados quando se nos tiram até o dedo.
Somos iguais aos sedentos que sempre vão com muita sede ao pote. Ou até, o macaquinho que não se contenta com um doce do pote, e por encher a mão, fica com ela presa ao mesmo. Não aceitamos que ajam assim, mas é exatamente isto que fazemos com os outros. Aliás, que se danem os outros, ora!
Não sabemos reconhecer e saborear as pequenas doses de amizade, carinho, amor ou paixão. Queremos logo, todo estoque dos outros.
Se nós estamos dando ou vamos dar o nosso quinhão, bem... Isto é outra história. Porque uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
Muitos de nós até não aceitam que sejamos egoístas, interesseiros, que pensemos somente
E ao final de tudo, sempre seremos capazes de ainda dizer que recebemos muito pouco, por tudo que demos. Mas e este tudo, foi de quanto?
Uma coisa é certa! Sempre seremos credores! Jamais iremos reconhecer, que nós sempre queremos demais, dos outros.
Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Contatos, ajrs010@gmail.com









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