Fotos ilustrativas - Intrnet/Divulcação: “...a respeito dos erros que os outros possam cometer – sejam eles amigos ou desconhecidos”, devemos pensar e dizer sem constrangimento – e se preciso for – oferecer a aceitação e o perdão que gostaríamos receber.
Assim que pisou na Casa Branca, em 20 de janeiro de 2025, um dos primeiros atos de Donald Trump, foi assinar uma ordem executiva renomeando a montanha mais alta dos Estados Unidos, localizada no Alasca, como Monte McKinley.
Nesse gesto, ele quis dizer que estava colocando em prática a mesma política tarifária que William McKinley, o 25º presidente do país em 1896, colocou. A presidência de McKinley é lembrada como de recuperação, crescimento e otimismo. Ele assentou as bases para que os Estados Unidos se tornassem uma potência industrial e global.
O que Trump não previu e nem foi alertado pelos seus Conselheiros da Casa Branca, é que não estamos mais em 1896. McKinley, foi eleito e reeleito naquela época com uma mensagem unificadora, e sua campanha era denominada “prosperidade em casa e prestígio no exterior: comércio e civilização”.
A exemplo do que Trump está fazendo, ele também tinha “uma política tarifária e vista grossa para monopólios. A diferença é que ele dialogava com a população, adaptando-se à nova realidade política, transformando seu partido, a política norte-americana e a nação. Aumentou as alíquotas das tarifas de importação até cerca de 50%, com o objetivo de proteger a indústria e seus empregos da concorrência externa”.
McKinley, “percebia a prosperidade aumentando a influência dos Estados Unidos no resto do mundo. Adquiriu novos territórios, como Porto Rico, Guam e Filipinas, que comprou por US$ 20 milhões, e anexou o Havaí. Considerava esses novos territórios e novas rotas importantes para o crescimento norte-americano”.
Trump, achando que ainda está na virada do século XX e não em pleno século XXI, onde o desenvolvimento tecnológico e as economias globais estão conectadas, tenta imitar McKinley. E mesmo antes de assumir a presidência, já postava na sua rede social de que o Canadá iria ser o Estado 51 dos USA.
McKinley, com a campanha, “prosperidade em casa e prestígio no exterior: comércio e civilização”, conseguiu fazer a transição de uma república relativamente isolada para uma potência emergente. Ao contrário do que estamos vendo com Trump, ele conseguiu fomentar um sentimento de orgulho de ser norte-americano. Apesar das suas ações imperialistas, manteve boas relações com parceiros internacionais propagando a superioridade das instituições e dos valores dos Estados Unidos.
Realmente: “Há paralelos entre os dois presidentes: tarifas, expansão territorial, vista grossa para monopólios, agenda pró-negócios e a evocação do nacionalismo. Há também diferenças. Na virada para o século 20, não haviam cadeias produtivas, a abertura das economias era baixa, e a indústria tinha um peso maior”.
Um dando interessante sobre McKinley, por exemplo, é que ele ganhou uma eleição, sem sair de casa, sem gastar praticamente nada. Ele fazia seus discursos de campanha no jardim da sua residência e mais de 750 mil pessoas, se deslocaram de diversas partes do país só para ouvir os seus discursos. Ou seja, ele atraiu, somou...!
O que faltou e está faltando a Trump, tem nome – diplomacia, e uma equipe de assessores para chegar nele e dizer: a inspiração de McKinley não deixa de ser uma boa ideia – mas veja que ele fez isso com uma perspectiva de longo prazo. Quanto leva para mudar e instalar uma planta industrial para construir um veículo, por exemplo?
Dizer a ele que: Essa ideia de sair da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Acordo de Paris, diante de tudo o que estamos vendo com as condições climáticas e a recente pandemia da COVID é algo impensável para quem tem um olhar visando o bem estar da humanidade.
Como querer tornar a América grande atacando a Universidade Harvard, uma das instituições particulares mais prestigiadas do mundo que já formou grande parte dos cidadãos proeminentes dos USA, entre eles vários presidentes e de boa parte dos melhores cérebros do mundo?
Como querer tarifar o Brasil em 50%, um dos maiores parceiro político e comercial dos USA há mais de 200 anos? Já imaginou uma parceria com o Brasil para implantar no território americano uma política de saúde parecida com o SUS? Antes de querer atropelar os BRICS, não seria muito mais importante se espelhar no que esses países vêm fazendo, financiando a construção de pontes, ferrovias, industrialização, saneamento básico, geração de empregos, saúde, educação, qualidade de vida, prosperidade e paz?
E o mais importante: são financiamentos sem as amarras de que: para recebê-los é peciso economizar cortando benefícios sociais, cortando investimentos na saúde, no saneamento básico, na Educação, como se faz hoje na Argentina, por exemplo, com os financiamentos do FMI.
Acredite! Ainda há tempo de repensar! Por que digo isso? Eu realmente acredito nas palavras do Mestre que: “a respeito dos erros que os outros possam cometer – sejam eles amigos ou desconhecidos”, devemos pensar e dizer sem constrangimento – e se preciso for – oferecer a aceitação e o perdão que gostaríamos receber.
Me desculpe presidente, mas retaliar o Brasil por que a Suprema Corte, está julgando o ex-presidente, um golpista explícito e um inimigo declarado da Democracia, é querer se colocar ao lado do que existe de pior entre os piores – o nazifascismo – que deve ser extinto para sempre do seio da humanidade.