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VIOLÊNCIA POLÍTICA: O caso Julia Paes de São Miguel do Iguaçu, merece atenção especial das nossas autoridades
  Data/Hora: 1.nov.2026 - 5h 58 - Categoria: João Maria  
 
 
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As imagens de violência e barbárie envolvendo a jovem Julia Paes, bacharel em direito, residente no centro de São Miguel, ocorrido no último dia 25 de outubro, ganhou repercussão nacional com mais de 400 mil visualizações em vários compartilhamentos.

O aumento da violência política observado em todo o país, em especial desde o segundo turno das eleições, preocupa e requer das nossas autoridades um olhar todo especial. Nesse caso de São Miguel, por exemplo, mensagens que circularam em grupos, após o ocorrido, nos dá a real dimensão deste problema. Entre as dezenas de comentários que podem ser tipificados como crimes de ódio, racismo e xenofobismo, um deles diz: “...mas batem muito mau! Não vê nem um roxo pela tunda que narra, tinha é que estar internada”.  Um outro – “aprende a escrever petista – só para expressar minha opinião – o correto é, perda de tempo – injúria é a sua existência...”

Segundo Júlia, “no domingo, eu estava em via pública comemorando a vitória das eleições presidenciais junto com meu companheiro, quando começaram a jogar garrafas contra nós. Diante da situação, corremos para nossa casa e entramos para dentro do portão, mas várias pessoas nos seguiram, invadiram nossa residência e nos agrediram. Os vídeos registram parte do que aconteceu”.

Segundo ela, eles permaneceram em frente à sua casa por mais de uma hora. “Eu liguei para a polícia, mas fui informada de que havia muitas ocorrências naquele momento e que não conseguiram chegar até o local”.

Relata que, quando uma amiga chegou para verificar se estava tudo bem, eles tentaram entrar novamente e quebraram o portão da casa. “Eles alegavam que estávamos com um celular deles e diziam que iriam entrar na residência para procurar. Eu falei que chamaria a polícia para fazer a revista, mas eles não aceitaram e continuaram insistindo que entrariam sem a presença das autoridades”.

Relata que, depois de aproximadamente uma hora e meia, eles foram embora. “Posteriormente, relataram em um churrasco que não havia ocorrido violência e que meu namorado teria roubado um celular deles, mas essa versão foi contestada após a divulgação de um vídeo por terceiros, que teve grande repercussão no X e no Instagram”.


Denuncia ainda que após o ocorrido, as perseguições e intimidações continuaram. “Estão tentando intimidar meus familiares, me hostilizando e buscando formas de silenciar a divulgação do caso. Inclusive, meu perfil no Instagram foi denunciado e eu acabei tendo que excluir o vídeo em que explicava os fatos”.

 

Sobre as providências, segundo ela, além de registrar o Boletim de Ocorrência, o seu advogado está tomando as providências necessárias.  “Estamos aguardando as imagens das câmeras de segurança, que foram solicitadas inicialmente de forma amigável, mas tiveram o pedido de entrega negado. Peço apoio para que essa situação seja divulgada, pois continuo temendo pela minha segurança e acredito que os fatos precisam ser devidamente apurados pelas autoridades competentes. Eu só quero que se faça, Justiça – nada mais”, suplica.

Segundo levantamento do Ministério da Justiça, que está preparando um mapeamento atualizado de ocorrências - entre os dias 24 e 28, foram contabilizados 45 crimes dessa natureza, com 47 vítimas e dez mortes, três delas de pessoas indígenas.

O que mais assusta, é vermos influenciadores e até empresários divulgando vídeos nas redes sociais, incentivando até mesmo a demissão de funcionários que não votaram pela consciência política do seu patrão. Uma conduta deplorável, inaceitável que deve ser punida com todo rigor. 

 
 

 

 

 
 
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