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  DOM EVARISTO ARNS: O CARDEAL DA HUMANIDADE  
  Publicado em 16 de Dezembro de 2016  
 
   
 
 
 
DOM EVARISTO ARNS: O CARDEAL DA HUMANIDADE

Fonte: Helio Fernandes/Tribuna da Imprensa -
 
Dos maiores personagens com quem convivi. Fomos muito amigos, ele tinha precisamente a minha idade. Resistiu á ditadura, de uma forma pessoal e intransigente, não cedendo em nada aos generais de plantão. O Evaristo Arns, memorável, homérico, inesquecível, representando o que alguém pode ter de mais grandeza, coragem, convicção, está no assassinato e na Missa de Sétimo Dia, do jornalista Vladimir Herzog.
 
 
Em relação ao assassinato, nada podia ser feito. Foi um ato de covardia, rotineiro no comportamento deles. E mais desprezível, a tentativa de transformar em suicídio, um assassinato vil e premeditado. Com apoio da família, Dom Evaristo quis fazer da Missa um acontecimento nacional e internacional. Programou para a sua adorada Catedral da Sé.
 
 
Os generais vetaram, ordenaram: "Tem que ser numa igreja pequena e distante, pode ser em São Paulo". Sem arrogância, mas também sem concessão, respondeu: "Já programei tudo na minha Catedral, eu mesmo rezarei a missa". Ficaram 2 ou 3 dias insistindo. Não conseguiram nada. Para demover um homem como Dom Arns, só cometendo outro assassinato. Os generais podiam tudo, mas não podiam assassinar Dom Evaristo.
 
 
A missa se realizou na Catedral, espetáculo emocionante e indescritível, nas ruas e lá dentro. Nas ruas e do lado, milhares de pessoas, metade militares. Os chamados "atiradores de escol" ocuparam edifícios e residências, mirando a Catedral e a multidão. Inacreditável, mas histórico.

 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
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