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  Preço do feijão impulsiona alta na cesta básica de Foz do Iguaçu, em fevereiro  
  Publicado em 22 de Fevereiro de 2019  
 
   
 
 
 
Preço do feijão impulsiona alta na cesta básica de Foz do Iguaçu, em fevereiro

Da Assessoria - O alimento que está diariamente no prato do brasileiro, o feijão, foi o principal responsável pelo aumento de 1,23% no valor da cesta básica em Foz do Iguaçu. No mês de fevereiro, o preço do feijão-carioca subiu 42,4% e o do feijão-preto, 33,9%. Os dados estão no último boletim do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Foz), divulgado pelo Centro de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Cepecon), da UNILA.

 
 
De acordo com o coordenador da pesquisa, Henrique Kawamura, vários fatores causaram o aumento no preço da leguminosa, como a redução da produtividade e questões climáticas. “A rentabilidade do feijão no ano passado foi baixa, e alguns produtores migraram para outras culturas. Dessa forma, houve redução da produção em cerca de 21%. Além disso, o clima quente prejudicou o desenvolvimento do feijão, impactando diretamente nos preços”, explica. Segundo Kawamura, cereais e leguminosas são itens de grande peso no orçamento familiar, e qualquer aumento gera um impacto significativo no índice geral.
 
 
O levantamento também apontou um aumento no preço da maioria das frutas consumidas pelos brasileiros. O preço da maçã aumentou 18,7%; o do mamão, 15,8%; e o preço da banana-caturra, 6,1%. A exceção é a banana-maçã, que está 11,6% mais barata. Entre as hortaliças e verduras, o maior aumento foi registrado no preço do repolho (36,2%), seguido pelo cheiro-verde (8,3%) e pela alface (2,1%). Entre os tubérculos, o preço da batata está 11,2% mais caro e o da cenoura aumentou 15,4%. O tomate continua em queda, apresentando redução de 0,52%, em fevereiro.


Outro produto que encareceu no mês de fevereiro foram os ovos, cujo preço aumentou 36,4%. De acordo com o Cepea, o aumento se deve à menor oferta da proteína e ao aumento da demanda por parte dos consumidores. Entretanto, o frango reduziu 5,8% e o frango em pedaços diminuiu cerca de 6,5%. Já as carnes, em média, reduziram 0,58%, com destaque para a costela (-9,7%), coxão mole (-7,5%), peito bovino (-4,4%) e carne de porco (-1,3%). Em contrapartida, o acém aumentou 12%; o músculo, 6,2%; e a alcatra, 6%.


Com grande peso no orçamento familiar, o preço do leite e derivados reduziu 4,4% no período. Está mais barato comprar iogurte (-11,2%), queijo (-8,6%) e leite UHT (-2%). A pesquisa completa está disponível em http://www.cepecon.com/.
 
 
Foto - No mês de fevereiro, o preço do feijão-carioca subiu 42,4% e o do feijão-preto, 33,9%

 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
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