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  POESIA: Da série os Milagres da Criação – um novo acróstico exaltando a Natureza do Ser e o Poder da PALAVRA...  
  Publicado em 31 de Agosto de 2020  
 
   
 
 
 
POESIA: Da série os Milagres da Criação – um novo acróstico exaltando a Natureza do Ser e o Poder da PALAVRA...

Foto ilustrativa: Divulgação/Internet

 

 

Jesus, o Jovem que nos

Ensinou a Natureza do

Ser – a ligação que

Une a criatura a

Sua Fonte, o Poder

 

 

Criativo Universal,

Responsável pelas Leis

Invariáveis que estão

Sempre operando em

Tudo o que é vivo.

Obrigado Mestre!

 

Sua inspiração tem sido Luz,

Vitalidade, saúde e energia

Que me dá força e paciência

Para exaltar através da poesia

A nossa CONSCIÊNCIA...

 

 

 

Fico imaginando Mestre

Como seria a vida em sociedade,  

Sem o Seu verbo, sem a Sua PALAVRA

Que encanta e acalanta a humanidade...

 

Sobre a importância da palavra, a importância da Poesia, sobre a importância dos poetas e escritores, abro um espaço hoje para relembrar Pablo Neruda que, segundo ele, todo o futuro dos nossos humildes trabalhadores foi expressado nessa frase de Rimbaud: “...só com uma ardente paciência conquistaremos a esplêndida cidade que dará luz, justiça e dignidade aos homens”.

 

Neruda quando foi agraciado em 1971 com o Prêmio Nobel de Literatura, afirmou:  “Enfim parece que sou mesmo agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura. Ótimo, vocês sabem que nós, poetas, sempre estamos esperando milagres. E o milagre realizou-se”.

 

 

Relembro aqui trechos do seu discurso onde ele nos dá uma aula de literatura, uma aula de civilidade, compreensão e amor...

 

Senhoras e Senhores:

Não aprendi nos livros nenhuma receita para a composição de um poema; e também não deixarei impresso nem sequer um conselho, modo ou estilo para que os novos poetas recebam de mim alguma gota de suposta sabedoria. (...)

 

(...) De tudo isso, amigos, surge uma lição que o poeta deve aprender dos outros homens. Não há solidão inexpugnável. To­dos os caminhos levam ao mesmo ponto: a comunicação daquilo que somos. E é preciso atravessar a solidão e a aspereza, a incomunicação e o silêncio para chegar ao recinto mágico no qual podemos dançar torpemente ou cantar com melancolia: mas nesta dança ou nesta canção estão consumados os mais antigos ritos da consciência, da consciência de ser homens e de crer num destino comum.(...)

 

(...) O poeta não é um pequeno deus. Não, não é um pequeno deus. Não está marcado por um destino cabalístico superior ao daqueles que exercem outros misteres é ofícios. Tenho expres­sado frequentemente que o melhor poeta é o homem que nos entrega o pão de cada dia: o padeiro mais próximo, que não pen­sa que é deus. Ele realiza a sua majestosa e humilde tarefa de amassar, colocar no forno, dourar e entregar o pão cada dia, com uma obrigação comunitária. E se o poeta chegar a al­cançar esta consciência simples, poderá também a cons­ciência simples converter-se em parte de um colossal arte­sanato, de uma construção simples ou complicada, que é a construção da sociedade, a transformação das condições que rodeiam o homem, a entrega de uma mercadoria: pão, verdade, vinho, sonhos. Se o poeta se incorpo­rar a esta luta nunca gasta a fim de consignar cada qual nas mãos do outro sua ração de compromisso, sua dedicação e sua ternura pelo trabalho comum de cada dia e de todos os homens, o poeta tomará parte no suor, no pão, no vinho, no sonho da Humanida­de inteira. Somente por este caminho inalienável de ser homens comuns chegaremos a restituir à poesia o amplo espaço que lhe é recortado em cada época, que nós mesmos lhe recortamos em cada época.

 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
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