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  O polimento do ser através do trabalho  
  Publicado em 29 de Janeiro de 2022  
 
   
 
 
 
O polimento do ser através do trabalho

Por Paulo Hayashi Jr,

 

Agir de forma abnegada ao bem do próximo expressa a bondade interior do ser. É a sabedoria do coração.

 

Para muitos, trabalho é sofrimento e representa sair da inércia. Para outros tantos, ofício é vida. É transformação externa e interna. É agir com naturalidade por não conseguir ficar parado. Neste sentido, a labuta é um modo de vida que se alinha com os ensinamentos do mestre Nazareno: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também" (João 5:17). Por meio do ofício há a melhoria tanto da sociedade quanto da própria pessoa. O ambiente é modificado através das práticas e das ações que o transformam muitas vezes para melhor.

 

Ilustra-se como exemplo, a invenção do automóvel. O meio preferido de transporte não apenas alterou o ambiente exigindo ruas e organização do tráfico como também impacta a própria coletividade e o tempo. Ninguém espera voltar atrás e viver apenas a pé. Todavia, há elementos contras que exigem aperfeiçoamento contínuo. Nenhum sistema de transporte é perfeito, mas é inegável seu papel.

 

Por outro lado, a labuta faz com que o indivíduo se modifique internamente, seja pelos ganhos de experiências, seja pelo modo de tratamento dado às pessoas, clientes e colegas. Somos influenciados a oferecer o nosso melhor, tanto em termos de inteligência e conhecimento quanto de postura social. Mais do que a espera do pagamento monetário, o trabalho e as práticas podem recompensar também o coração e os sentimentos. Agir de forma abnegada ao bem do próximo expressa a bondade interior do ser. É a sabedoria do coração.

Paulo Hayashi Jr - doutor em administração pela UFRGS. Professor e pesquisador da Unicamp. 

 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
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