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  Os inimigos da Teoria da Evolução  
  Publicado em 16 de Janeiro de 2023  
 
   
 
 
 
Os inimigos da Teoria da Evolução

Por Mario Eugenio Saturno, 

 

Foi publicado um interessante estudo que mostra que não é a religião que é contra a Teoria da Evolução. O estudo "Acceptance of evolution by high school students: Is religion the key factor?" foi liderado pela pesquisadora Graciela da Silva Oliveira e publicado no Plus One de setembro.

 

A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no Brasil, e da Universidade de Trento, na Itália e procurou avaliar a influência na compreensão e aceitação da Teoria da Evolução por alunos do ensino médio, de 14 a 16 anos, brasileiros e italianos, de diversos fatores sociais e culturais como religião, nacionalidade, percepções de ciência e renda familiar. O estudo envolveu 5.500 estudantes. 

 

Os cientistas avaliaram as respostas às afirmações: 1) A formação do nosso planeta ocorreu há cerca de 4,5 bilhões de anos; 2) Fósseis são evidências de seres vivos que viveram no passado; 3) As espécies atuais de animais e plantas originaram-se de outras espécies do passado; 4) A evolução ocorre tanto em plantas quanto em animais; 5) Os humanos são descendentes de outras espécies de primatas; 6) A espécie humana habitou o planeta Terra nos últimos 100.000 anos; 7) Diferentes organismos podem ter um ancestral comum; e 8) Os primeiros humanos foram presas de dinossauros carnívoros.

 

Entre os brasileiros, 12% dos estudantes declararam não seguir nenhuma religião, 56% de católicos, 21% pentecostais, 10% evangélicos missionários (6% de batistas e 2% de adventistas do sétimo dia. O número de cristãos ortodoxos, luteranos e anglicanos totalizou menos de 1%.

 

Entre os italianos, 67% dos alunos eram católicos e 22% não seguem nenhuma religião ou filosofia transcendentem 3% eram outros cristãos e 3,5% de outras religiões. Portanto, o número total de católicos em nossa amostra dos dois países foi muito alto, chegando a mais de 3.000 casos válidos.

 

Entre os católicos romanos, "humanos descendem de outras espécies" teve alta aceitação (84,7%) e baixa rejeição (5,9%) entre os italianos, enquanto no Brasil, a aceitação foi de 48,5% e rejeição de 21,5%, mais próximos das outras denominações cristãs.

 

A compreensão do tempo geológico também foi muito diferente entre católicos italianos e brasileiros, que é pior e no mesmo nível das denominações cristãs no Brasil. Os católicos italianos tiveram maior aceitação e maior compreensão da evolução do que os brasileiros. Outras pesquisas já haviam mostrado que universitários brasileiros católicos e evangélicos tinham baixos níveis de conhecimento sobre a evolução. Em outras palavras, precisamos de melhores professores de Ciência na escola pública e particular.

 

Não custa lembrar que a (1) Igreja Católica não é criacionista e permite aceitar a Teoria da Evolução desde 1950 quando o Papa Pio XII escreveu a Encíclica Humani Generis, para combater as falsas ideias que ameaçavam a Igreja; (2) o Evolucionismo só ganhou força quando foram descobertos os estudos com as ervilhas do frade Gregory Mendel; (3) a Teoria do Big Bang foi formulada por um padre católico e ganhador de um Nobel, Georges Lemaitre.

 

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
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