Da Assessoria - A coordenação do Serviço de Acolhimento Familiar de São Miguel do Iguaçu, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social, promoveu na manhã de quinta-feira, 12, um encontro com as novas famílias acolhedoras do município. A iniciativa teve como objetivo capacitar, sensibilizar e preparar os voluntários para oferecer um lar provisório, seguro e afetuoso a crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem por medida de proteção.
No final do ano passado, o município contava com seis famílias acolhedoras. Já no início de 2026, esse número passou para nove famílias, que atualmente acolhem 16 crianças e adolescentes. “Esse evento foi realizado em conformidade com as normativas técnicas do Acolhimento Familiar para novas famílias inseridas no serviço de acolhimento familiar”, explicou a coordenadora, Maria Aparecida de Souza.
A coordenadora destacou ainda que a meta é ampliar o número de famílias cadastradas, garantindo que, sempre que houver a necessidade de afastamento de uma criança ou adolescente da família biológica, exista uma família preparada para acolhê-la. “O acolhimento é transitório mas proporciona mudanças significativas na vida deles. Família acolhedora lida com os vínculos rompidos, mas oferecem uma nova chance de vida”, enfatizou.
Entre as famílias participantes está a de Simone Rodrigues da Silva, que relatou a motivação para integrar o serviço. “Decidi fazer parte do grupo porque eu tinha muito dó de ver aquelas crianças abandonadas”, declarou emocionada.
Outra família acolhedora é a do senhor José Orlando da Silva, que atualmente acolhe duas crianças. “São dois bebezinhos, um de quatro e outro de cinco. Nós gostamos muito de criança. Até minha esposa já tinha adotado antes. Um rapazinho, hoje ele já é formado, advogado e é o nosso orgulho”, contou.
O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA) é uma modalidade que visa oferecer proteção integral a crianças e adolescentes que precisam ser afastados temporariamente de sua família de origem ou extensa, por medida de proteção. O acolhimento é considerado a última alternativa para garantir os direitos desse público, após esgotadas as demais possibilidades de apoio à família por meio da rede de serviços socioassistenciais.
