Fonte: Revista Fórum – Por Raony Salvador,
Na Noruega, encerrar o expediente no meio da tarde não é exceção. Em muitos escritórios, sair entre 15h e 16h faz parte do padrão, reflexo de uma semana de trabalho mais curta do que a média global. Ainda assim, o país entrou na rota de um novo experimento: reduzir a semana para quatro dias.
A movimentação ocorre num momento em que licenças médicas por estresse e transtornos mentais chamam atenção. Mesmo com legislação que limita a jornada e com políticas sociais robustas, o problema não desapareceu. O debate que cresce por lá não gira apenas em torno de “trabalhar menos”, e sim de como o trabalho foi ficando mais concentrado, mais intenso e mais invasivo.
A explicação apontada por analistas e empresas que defendem a mudança passa por um ponto específico: a digitalização empurrou o serviço para dentro do tempo livre, com respostas fora do horário, pressão por performance e fronteiras borradas entre descanso e obrigação. Menos horas no relógio não significam, necessariamente, menos cobrança.
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Nem 6×1, nem 5×2: esse país normaliza sair às 15h e já testa semana de 4 dias