“Por que você não me convidou para esse evento? Adoro conhecer gente, em especial nesse ambiente, onde a semente que brilha é a palavra.”
O nosso espaço cultural de hoje, é dedicado à nossa amiga e escritora Luciana Carreira. Um ser de luz que habita entre nós e faz das palavras, verdadeiros faróis que nos iluminam por dentro e “como raízes silenciosas nos ajudam a atravessar o tempo com dignidade como escuta; não promessas, mas caminho”, como está na apresentação desse belíssimo trabalho.
Ontem (16), logo após ler a nossa matéria sobre a Diplomação dos Acadêmicos do CELEOPA – disparou: “Por que você não me convidou para esse evento? Adoro conhecer gente, em especial nesse ambiente, onde a semente que brilha é a palavra.”
Com o título: A PONTE INVISÍVEL - O próximo passo é onde o silêncio respira – Luciana Carreira – Santo André – SP, nos brinda com uma publicação independente lançada esse ano. Vale apena conferir. Acredite! Você vai ler e reler, se deliciar e até presentear as pessoas que você mais gosta e quer vê-los crescerem com a Luz do Saber entranhada no seu próprio Ser. A seguir, uma pequena pitada do que está nas suas 108 páginas de pura magia em forma de poesia.
Agradecimentos
Agradeço à vida, como experiência vivida,
feita de pausas, silêncios e retomadas...
Foi ela quem sustentou o caminho
quando avançar pedia mais escuta do que movimento.
Sou grata a tudo o que foi vivido,
aos instantes leves e aos dias difíceis.
Nada aqui nasce do excesso,
mas da atenção ao que permaneceu.
Aos familiares que cuidaram do corpo e da travessia emocional,
quando a palavra faltou, meu reconhecimento.
Gestos silenciosos sustentaram o caminho
quando o avanço era quase imperceptível.
À escrita, que preservou o movimento na pausa,
minha gratidão.
Aos leitores, que completam este livro com escuta.
Por fim, agradeço a mim mesma, por continuar.
Com gratidão.
Sonhar
Uma ponte invisível entre sentir e seguir
O sonho é leve,
quase um sussurro,
um sopro que nos encontra
quando a vida pesa.
E, ao vivê-lo,
aprendemos a desejar
a própria lucidez de sonhar,
como se o sonho
se abrisse em camadas calmas
dentro de nós.
Sonhar é voltar ao sonho,
é tocar o que não se vê
com a alma desperta
e perceber o mundo cintilar
num instante breve,
suficiente.
Há algo de estranho
e bonito nisso:
tocar o que não tem forma,
sentir o possível nascer
no coração do improvável.
Porque o sonho é ponte —
entre o desejo e o sentir,
entre o passo e o caminho.
Uma luz pequena,
constante,
que ensina, com delicadeza,
a continuar.
E talvez seja isso:
existir com leveza,
atravessar o agora
com os olhos abertos,
sabendo que o sonho
não termina aqui —
ele apenas muda de margem
e nos chama
para o próximo passo.