Fonte: Polícia Federal - PJMT - A audácia dos criminosos ambientais no Brasil não tem limites. Eles roubam a terra pública, destroem a floresta e, no fim, ainda tentam processar o Estado para cobrar a conta. Mas desta vez, a farra bilionária foi travada. A Justiça de Mato Grosso acaba de cancelar definitivamente 47 matrículas de terras rurais na Gleba Divisa, uma área monumental de 242 mil hectares na fronteira com o Pará.
A Fraude Centenária
O esquema é a essência da grilagem histórica. Peritos da Polícia Federal provaram que a base de toda esta "propriedade" era uma fraude grosseira. A escritura original, supostamente de 1905, simplesmente nunca existiu nos registos do cartório. Uma segunda escritura, de 1960, tinha uma assinatura forjada. Com estes papéis frios, os criminosos lotearam um pedaço gigantesco da Amazônia no papel.
O Cinismo de 20 Mil Milhões
A parte mais revoltante desta história é o nível do cinismo: armados com estes títulos falsos, os grileiros processaram o Estado de Mato Grosso exigindo indenizações astronômicas. Eles alegavam que o governo lhes "tomou" a terra quando criou Unidades de Conservação na área (como os santuários do Cristalino e Cristalino II, dos ecossistemas mais preservados do bioma).
Se a Corregedoria do Tribunal de Justiça (PJMT) não interviesse agora, os cofres públicos corriam o risco de ter que pagar um passivo de até R$ 20 bilhões a criminosos, indemnizando-os por terras que sempre pertenceram à União e à população!
Cortar o Mal pela Raiz
A decisão do desembargador cancela os registos desde a sua origem corrupta. Sem a matrícula-mãe falsa, cai por terra o fundamento jurídico que os grileiros usavam para extorquir o Estado. É uma vitória histórica da Justiça e da conservação contra a máfia da terra que tenta legalizar o roubo do nosso património ecológico.
Fonte: Polícia Federal / PJMT