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  Os cúmplices do plano para tirar Moraes do caminho das máfias bolsonaristas  
  Publicado em 19 de Junho de 2026  
 
   
 
 
 
Os cúmplices do plano para tirar Moraes do caminho das máfias bolsonaristas

247 – Brasil 247 - por Moisés Mendes,

 

Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão e será, depois de cumpridos os prazos para recursos e chicanas protelatórias, mais um foragido da Justiça. Outros terão o mesmo destino e buscarão abrigo fora do Brasil.

 

A cada condenação no Supremo, se o relator for Alexandre de Moraes, os jornais das corporações irão requentar o debate raso e cansativo envolvendo golpistas alcançados pela Justiça: o ministro, por ser alvo dos criminosos, não pode julgá-los.

 

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E o Supremo responderá, a cada condenação, como acontece agora, que o alvo dos bandidos é o STF, a instituição, e não apenas Moraes. Outro juiz relator dos processos também seria ameaçado por eles. E assim já se esboça como será a vida de Flávio Dino com as investigações das quadrilhas das emendas parlamentares.

 

Dino recebe ameaças virtuais e presenciais e ouviu de funcionária de uma companhia aérea, no aeroporto: “É melhor matar do que xingar”. Dependendo do que acontecer nas eleições de outubro, Dino passará a ouvir a mesma frase de quem manda matar e de quem se encarrega de executar a ordem. 

 

Foi o que quase aconteceu com Alexandre de Moraes e o plano dos kids pretos comandados pelo general Mario Fernandes. Moraes seria assassinado por militares que só não levaram a ideia adiante por incompetência, mas muito mais por covardia. 

 

A insistência com que a grande imprensa tenta desqualificar Moraes – como faz de novo nos jornais dessa quinta-feira – é a prova da cumplicidade com essas ameaças. Na Itália, vamos relembrar, as máfias se livraram dos juízes dando ordens para que fossem assassinados.

 

Aqui, Mário Fernandes falhou ao cumprir a missão para que Lula, Moraes e Alckmin fossem mortos. Mas as máfias italianas, mais competentes, conseguiram tirar dois juízes das investigações e processos que sofriam nos anos 90 pela bravura muito mais dos magistrados do que do sistema de Justiça.

 

O juiz Giovanni Falcone foi morto no dia 23 de maio de 1992. Pouco depois, em 19 de julho, mataram seu colega Paolo Borsellino. Porque os dois representavam a capacidade do Judiciário de enfrentar as máfias.

 

Os mafiosos queriam matar Giovanni Falcone e Paolo Borsellino. Não tinham interesse em nenhum outro juiz. Queriam os dois que foram assassinados. Porque os magistrados iriam pegá-los. Os juízes eram a Justiça.

 

Mafiosos clássicos, como os italianos, e mafiosos genéricos e golpistas agrupados em facções políticas, como os brasileiros, querem se livrar dos que os enfrentam com destemor. 

 

Por isso querem pegar Alexandre de Moraes. Ele incomoda os chefes do bolsonarismo e só existe como incômodo porque é o STF atuando contra criminosos poderosos. Não é um justiceiro avulso.

 

A grande imprensa que dá destaque à falsa controvérsia sobre a atuação de Moraes, ao invés de exaltar a condenação histórica do primeiro filho do chefe da organização criminosa, é cúmplice dos que tentam se livrar do ministro.

 

Os bandidos bolsonaristas querem pegar Moraes há muito tempo e agora indicam, com recados, que também pedem a cabeça de Flávio Dino. E os jornalões se divertem com a ‘polêmica’ legalista sobre a suspeição do juiz. 

 

Já está provado, pelo entendimento de polícia, promotores, procuradores e juízes, que o bolsonarismo é uma estrutura montada a partir de uma base familiar com feições mafiosas. E por isso agem como máfia, como já observou o jurista Wálter Maierovitch.

 

Essa família que ameaça Moraes, porque o juiz não recua, chegou a criar um enclave americano para atacar o inimigo. Qualquer aprendiz de qualquer área, e não apenas do Direito, sabe que o objetivo era tirá-lo da relatoria dos casos envolvendo golpistas, mafiosos e milicianos ligados aos Bolsonaros.

 

E a grande imprensa se dedica, em nome do debate e da controvérsia, a reforçar a estratégia dos Bolsonaros. Por cumplicidade com as vozes que, a pretexto da discordância, fortalecem os argumentos e as ações criminosas da família.

 

Folha, Estadão e Globo escondem a relevância da condenação de Eduardo, no contexto da resistência política da família, para destacar as suspeitas sobre Alexandre Moraes. Serão cobrados por tudo o que acontecer com a continuidade e o agravamento da perseguição ao ministro.

 

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