“Tecituras das Cidades: História, Memória e Arte”, é uma obra recentemente lançada pela Editora Arraes (287 páginas), que ao abordar a “arte como um conceito complexo e ambivalente, torna-se central para pesquisas nas ciências humanas e sociais, por conectar teoria e produções artísticas à memória e história coletiva”.
“O livro explora o objeto artístico através de diversas abordagens teóricas, destacando sua relevância na construção da identidade humana e na expansão das formas de caracterização do objeto artístico na produção historiográfica atual.”
Organizado pelos professores Yvone Dias Avelino; Edgar da Silva Gomes e por Luiz Henrique Sormani Barbugiani, é um ótimo produto para fazer parte do acervo de todas as bibliotecas do nosso Universo Cultural. “Agradeço aos professores pelo honroso convite para participar da organização desta obra e contribuir com um artigo intitulado "A Arte como instrumento de documentação da realidade histórica", descreve Sormani em sua página no Instagram.

Em tempos atuais, onde se tornou regra a deterioração da leitura profunda e reflexiva nas redes sociais, onde a maioria esmagadora já se esqueceu que o livro é o terreno fértil, “o principal pilar para o desenvolvimento, acumulação e transmissão do conhecimento humano”, para nós é motivo de orgulho ver o nosso confrade Luiz Henrique, membro do Celeopa, fazendo parte da Organização desta monumental obra.
Com dezenas de artigos, contendo abordagens profundas sobre a importância da arte na história – essa obra nos mostra que precisamos retomar com urgência, urgentíssima o gosto pela leitura – o desejo de termos sempre ao alcance das nossas mãos, bons livros. Graças a eles, foi que a humanidade conseguiu “registrar suas descobertas, preservar a sua cultura e separar o conhecimento histórico da pré-história, garantindo que as experiências do passado moldem o avanço das gerações futuras”.
Está certíssimo quem disse que: “a leitura é um dos hábitos mais transformadores para o desenvolvimento humano. Ela amplia o vocabulário, melhora a escrita, aguça a criatividade, estimula o pensamento crítico e promove a saúde mental ao reduzir o estresse.”
Em seu artigo "A Arte como instrumento de documentação da realidade histórica" que faz parte desta obra - Luiz Henrique Sormani Barbugiani, em seu prefácio, lembra que “o objeto do presente ensaio é tratar do tema A arte como instrumento de documentação da realidade histórica, abordando de maneira holística a concepção e a compreensão do que poderia ser considerado instrumento de documentação da realidade histórica no universo da arte e suas maiores dificuldades no mundo acadêmico.”
“Não há uma pretensão de apresentar uma pesquisa enumerativa do que seria ou não Arte, do que pode ser ou não considerado História e como seriam as diversas formas de documentação histórica da realidade, mas tão somente ponderar sobre a possibilidade de a Arte ser considerada um instrumento de documentação da realidade histórica. Assim, o estudo é apresentado em três tópicos que se complementam e interagem: O que é Arte? História e Documentação histórica”, pondera.